Diante do aumento nas interrupções no fornecimento de energia elétrica — especialmente em áreas mais afastadas ou com infraestrutura deficiente — consumidores residenciais têm buscado alternativas para manter a estabilidade e a autonomia em suas casas.
Nesse cenário, os sistemas de armazenamento de energia, integrados à geração fotovoltaica, ganham cada vez mais espaço no mercado. Segundo dados da consultoria Greener, a demanda por equipamentos BESS (Battery Energy Storage System) cresceu 89% em 2024 em comparação com o ano anterior.
A tendência é impulsionada, entre outros fatores, pela queda nos preços da tecnologia. Em 2024, o valor FOB das baterias recuou 20%, reflexo direto da redução no custo das células. A expectativa é de que essa curva de queda continue: só em 2025, estima-se uma nova redução de 22%, com o preço médio atingindo US$ 90/kWh. Até 2030, a projeção é que o valor chegue a US$ 64/kWh.
Com isso, o mercado brasileiro de baterias deve movimentar cerca de R$ 22,5 bilhões até o final da década, refletindo o crescente interesse por soluções que garantam funcionamento contínuo de equipamentos essenciais, mesmo durante apagões ou falhas na rede.
É o caso do paulista Alexandre Serafim, que decidiu investir em baterias para sua casa em São Bento do Sapucaí, no interior de São Paulo. Utilizada com frequência para trabalho remoto, a residência precisava de um sistema confiável que garantisse energia estável em qualquer circunstância. “Com as baterias, tenho mais tranquilidade para trabalhar e manter a casa funcionando, mesmo quando há interrupções na rede”, afirma Alexandre.
A busca por autonomia energética não é mais uma tendência futura – é uma realidade cada vez mais presente nos lares brasileiros.






