Brasil avança e pode liderar a transição energética mundial
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Nos dias 11 e 12 de junho, o Rio de Janeiro recebeu o ENASE 2025 (Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico), evento que reuniu autoridades do setor público e privado para discutir o futuro da energia limpa no Brasil.

Com representantes do MME, ANEEL, ONS, CCEE e EPE, o encontro trouxe dados animadores: só em 2023, o mundo investiu US$ 1,77 trilhão em transição energética — e o Brasil foi um dos cinco países emergentes que mais receberam investimentos, com US$ 37 bilhões aplicados em projetos como data centers, veículos elétricos e armazenamento de energia.

Novas regras, mercado livre e tarifa mais justa

Durante o evento, o governo anunciou a MP 1.300, que propõe a abertura total do mercado livre de energia até 2027, o fim dos subsídios cruzados e uma nova estrutura tarifária mais equilibrada, com tarifa social reformulada para consumidores de baixa renda.

Para Fernando Colli, do MME, a medida é essencial para tornar a transição energética inclusiva e segura para todos. Já Agnes da Costa, da ANEEL, destacou que é preciso alocar bem os custos e priorizar os mais vulneráveis. A agência abriu a Tomada de Subsídios nº 7/2024 para ouvir a sociedade.

Agnes também alertou sobre os riscos de uma expansão desordenada da geração distribuída, que pode gerar desperdício (curtailment). “Precisamos de coordenação técnica e regulatória”, disse.

O diferencial do Brasil: matriz renovável e infraestrutura robusta

Com 84% da geração elétrica de fontes renováveis e uma das maiores redes de transmissão do mundo, o Brasil tem uma vantagem competitiva clara. Segundo Elisa Bastos (ONS), o país tem base sólida para atrair investimentos e inovar com segurança.

Líderes da CCEE e EPE reforçaram a importância da inteligência de dados e de reformas regulatórias para tornar o mercado mais eficiente.

Tecnologia e energia de mãos dadas

Outro destaque foi o impacto da digitalização e do crescimento dos data centers. O governo já trabalha em um projeto de lei voltado ao setor, diante da demanda crescente por energia estável e limpa.

A Atlas Renewable Energy foi uma das empresas que mostraram como a união entre tecnologia e energia está moldando o futuro do mercado. A digitalização exige planejamento a longo prazo, incluindo tecnologias como armazenamento de energia e hidrelétricas reversíveis.

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