Conta de luz dispara e eleva inflação de fevereiro ao maior nível desde 2003
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Fim do Bônus de Itaipu fez as tarifas de energia subirem no país, elevando o IPCA do mês para o maior patamar em 22 anos

A inflação oficial do Brasil avançou 1,31% em fevereiro, após uma alta de 0,16% em janeiro, mostram dados publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (12). Esse é o maior patamar do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para o mês desde 2003, quando o indicador atingiu 1,62%.

O principal fator para a alta foi o aumento da energia elétrica residencial, que subiu 16,8% em relação a janeiro, impactando diretamente o orçamento das famílias. O reajuste ocorreu devido ao fim da concessão do Bônus de Itaipu, que havia reduzido temporariamente as tarifas no mês anterior. Com isso, o grupo Habitação, do qual a conta de luz faz parte, saltou de -3,08% em janeiro para 4,44% em fevereiro, sendo o setor que mais pressionou o IPCA no período.

Além da energia, outros itens também influenciaram a inflação no mês. O grupo Transportes registrou alta de 0,72%, com destaque para o aumento nos preços das passagens aéreas (6,18%) e da gasolina (1,33%). O grupo Alimentação e Bebidas teve variação de 0,95%, puxado pela alta do tomate (21,35%) e da batata-inglesa (15,52%).

No acumulado de 2025, a inflação já subiu 1,47%, enquanto nos últimos 12 meses atingiu 5,06%, o maior patamar desde setembro de 2023 (5,19%). O índice segue acima do teto da meta do Banco Central, que é de 3% ao ano, sendo considerada dentro da margem de tolerância se ficar entre 1,50% e 4,50%.

Como o IPCA é calculado?

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e reflete a variação dos preços para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. O índice abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o cálculo de fevereiro, foram comparados os preços coletados entre 30 de janeiro e 26 de fevereiro de 2025 (período de referência) com os preços vigentes entre 28 de dezembro de 2024 e 29 de janeiro de 2025 (período base).

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