Energia solar atinge 53 GW de capacidade instalada no BrasilSetor já atraiu mais de R$ 241 bilhões em investimentos e gerou 1,5 milhão de empregos
O setor de energia solar no Brasil alcançou uma nova marca expressiva, atingindo 53 GW de capacidade instalada, conforme dados divulgados pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).
O levantamento inclui tanto os sistemas de micro e minigeração distribuída, que somam 35,5 GW, quanto as grandes usinas solares, que totalizam 17,5 GW. O avanço representa um crescimento superior a 40% em relação aos 37,2 GW registrados no mesmo período de 2023.
Desde o início de sua expansão, a energia solar já atraiu mais de R$ 241 bilhões em investimentos ao país, gerando 1,5 milhão de empregos verdes, contribuindo com R$ 74,7 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e evitando a emissão de mais de 64,2 milhões de toneladas de CO₂.
Crescimento acelerado e desafios do setor
A ABSOLAR destaca que a rápida expansão da energia solar reflete o enorme potencial da fonte no Brasil. No entanto, o setor tem enfrentado desafios crescentes que podem impactar seu ritmo de crescimento.
De acordo com Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, 2024 foi um ano de dificuldades, com distribuidoras negando conexões de novos sistemas de geração distribuída sob a alegação de inversão de fluxo de potência.
Já no segmento de geração centralizada, grandes usinas solares sofreram com cortes de geração (curtailment ou constrained-off) determinados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), impactando receitas dos geradores e dificultando a viabilidade de novos empreendimentos.
Outro ponto de preocupação é o recente aumento do imposto de importação sobre painéis solares, o que, segundo Koloszuk, “joga contra o crescimento da tecnologia no Brasil”.
Ação política e regulatória será essencial
Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, os desafios persistem e exigirão uma atuação intensa das associações do setor. Ele enfatiza a necessidade de articulação junto às distribuidoras, à ANEEL, aos órgãos do setor elétrico, ao Congresso Nacional e ao Governo Federal para garantir um ambiente regulatório favorável ao avanço da energia solar no Brasil.
Apesar das dificuldades, o setor segue como um dos grandes impulsionadores da transição energética no país, promovendo benefícios ambientais, econômicos e sociais de longo prazo.






