OMM alerta: próximo quinquênio pode registrar os anos mais quentes da história
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Organização reforça urgência na transição energética para conter os impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) lançou um novo relatório com um alerta contundente: o mundo está prestes a enfrentar um período de aquecimento sem precedentes. Segundo a entidade, há 80% de probabilidade de que pelo menos um dos próximos cinco anos (2025–2029) ultrapasse o recorde histórico de calor registrado em 2024 — tornando-se, assim, o ano mais quente da história.

Além disso, o estudo indica uma chance de 70% de que a média de temperatura global dos próximos cinco anos ultrapasse 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais — o chamado “limite de segurança climática” estabelecido no Acordo de Paris.

Esse número representa um salto expressivo em relação aos relatórios anteriores da própria OMM: em 2022, a estimativa era de 32%; em 2023, de 47%.


Riscos globais cada vez mais próximos

Segundo a OMM, essa tendência de alta nas temperaturas deve acelerar eventos extremos em escala global. “Cada fração adicional de grau provoca consequências severas, como ondas de calor mais perigosas, chuvas torrenciais, secas prolongadas, degelo acelerado e elevação do nível do mar”, alerta o relatório.

Os impactos, embora sentidos com mais força em regiões vulneráveis, atingem cadeias produtivas, populações urbanas e rurais, e aumentam a pressão sobre os sistemas de saúde, segurança alimentar e abastecimento hídrico.


Energia renovável como resposta urgente

Diante desse cenário crítico, a OMM reforça a urgência da transição energética como um dos caminhos mais eficazes para frear o avanço do aquecimento global. A substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa, é vista como fundamental para reduzir emissões de gases de efeito estufa em escala significativa.

Apesar do crescimento no uso de renováveis em várias regiões do mundo, a velocidade de implantação ainda é insuficiente frente à crise climática em curso.

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